Quem sou eu

Minha foto
Nascido em 1982, casado, pai do Victor Gabriel, cristão, analista de sistemas e um entusiasta da área financeira. Gosto de teologia e história.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Aluguel X Compra

No post anterior falei sobre estratégia para compra de um imóvel. Agora vamos comparar a compra com o aluguel.

Ao contrário do que muitas pessoas dizem, pagar aluguel não é jogar dinheiro fora. Aliás, se tem alguém jogando dinheiro fora é o proprietário do imóvel, não o inquilino. O aluguel é péssimo negócio para o proprietário e ótimo para o inquilino. Veja o exemplo.

Supondo que você deseja comprar um imóvel de R$ 200.000,00 e vai dar 20% de entrada e financiar os 80% restantes. Vamos considerar uma taxa de juros de 0,85% ao mês, que equivale a 10,75% ao ano.

O valor da prestação chega a R$ 1565,30. Se optássemos pelo aluguel, que mal chega a 0,6% do valor do imóvel, pagaríamos R$ 1200,00. Nada mal. Fizemos uma economia de 365,30 ao mês.
Se pouparmos a diferença ao longo de 20 anos e considerando que não gastamos o dinheiro da entrada, teremos R$ 587.114,00!!!!! Sem contar que o imóvel que compramos, já estaria precisando de muitos reparos...

Não levei em conta a valorização do imóvel, mas ela não vai pagar os 20 anos...

A compra do imóvel depende muitos fatores, e eles nem sempre são financeiros. Existe o lado emocional que pesa bastante, principalmente para as mulheres. Poder decorar o apartamento do jeito que elas gostam, ou quebrar alguma parede para mexer nos cômodos. Isso não é possível em um imóvel alugado.
Por outro lado, para quem vive em grandes cidades, ter um imóvel próprio pode ser uma bela dor de cabeça caso ocorra alguma mudança de emprego. Se a localização do novo emprego for distante do antigo, vamos ter que aceitar ficar horas a mais no trânsito.

Essas foram minhas ponderações. Espero ter ajudado!

Para quem quiser saber onde fiz as simulações, segue link com Excel.

http://dinheirama.com/blog/wp-content/uploads/2007/05/simulacao-casa-propria-ou-aluguel.xls






terça-feira, 19 de outubro de 2010

Imóveis: um bom investimento?

"Na casa de meu Pai há muitas moradas..."
Bíblia, João 14

“As raposas têm tocas e os pássaros do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”
Lucas 9,58

A propriedade atenderá sua função social;
Constituição Federal, capítulo 5, XXIII

A moradia é uma preocupação constante do homem. O ser humano sempre teve receio de não poder dar abrigo à sua familia. Essa foi durante muito tempo a principal função da moradia. Dar abrigo. O capitalismo deu uma nova dinâmica aos imóveis. No Brasil da década de 80 e 90 ela funcionou como proteção contra as incertezas da economia. Nos últimos anos houve um boom imobiliário, atingindo principalmente as capitais.

Os imóveis são um bom investimento? Essa pergunta não é tão simples de responder. Se você investisse seu dinheiro em algum imóvel em 1994 e vendesse em 2003, não conseguiria nem a inflação! Isso mesmo, nem a inflação! É lógico que isso depende da região também. Coloquei esse fato no âmbito geral do Brasil. Quem comprou em 2003, e manteve o imóvel, observou expressiva valorização.

Mas será que ainda vale a pena comprar? Comprar um imóvel depende de alguns fatores:
  1. Região;
  2. Momento econômico;
  3. Saldo FGTS;
  4. Juros na operação;
  5. Preço (óbvio);
  6. Impostos e outros custos

Infelizmente, o financiamento puro de 20 a 30 anos é a opção mais adotada de muitos brasileiros. Esta é a pior opção, você vai verificar que pagará de 2 a 3 vezes o valor financiado facilmente. Ao financiar, é melhor ter um bom plano para antecipar as prestações. O saldo do FGTS pode ser usado se for pelo menos 30% do valor financiado. Não podemos esquecer dos impostos e outros custos, que podem chegar a 5% do valor do imóvel!

Eis a estratégia que utilizei para compra do meu imóvel:

  1. Comprei numa região com potencial de valorização (a valorização pagaria em parte os juros do financiamento)
  2. Aproveitei os incentivos do governo (juros menores)
  3. Terei saldo no FGTS na época das chaves para abater 40% do valor financiado.
  4. Tenho plano para pagar antes de 10 anos com reservas em dinheiro.
  5. O preço estava abaixo do preço de mercado. (Apartamento na planta tende a ser mais barato)
  6. Do custo dos impostos não tem como fugir.
Eu não considero o imóvel um investimento. A crise americana provou isso. Para mim, investimento precisa ter liquidez, o que não é o caso dos imóveis. Contudo, nada impede que consideremos fatores econômicos na hora da compra. Eu só comprei mesmo para usar o saldo FGTS. Se eu não tivesse saldo no FGTS, jamais compraria, independente dos outros fatores.

Vou detalhar um pouco mais no próximo post, falando do aluguel x compra x custo de oportunidade.

sábado, 16 de outubro de 2010

O custo de um carro

"Vendo carros de qualquer cor, desde que sejam pretos"
Henry Ford

"O carro é um bem de luxo da classe média"
Gustavo Cerbasi

Uma amiga minha vive no Rio de Janeiro e não aguenta mais ficar sem carro. Decidiu pela compra do veículo. Não quis convecê-la a não comprar, mas coloquei para ela os gastos de um automóvel. Ela me disse que era muito ruim pegar taxi porque ela gastava muito dinheiro. A falta de planejamento adequado, nos leva a cometer equívocos financeiros. Vou colocar os gastos abaixo e depois tecer comentários.

Gasto hipotético de um carro de R$ 20.000,00. Não vou colocar a prestação para facilitar os cálculos. O seguro depende do modelo segurado, vou considerar 8% do valor do veículo. Os valores são anuais.

  • IPVA - RJ (4%) - R$ 800,00
  • licenciamento anual - R$ 85,00
  • DPVAT - R$ 93,00
  • Seguro (8%) - R$ 1600,00
  • Estacionamento(shopping, por exemplo) - R$ 500,00
  • Combustivel(levando-se em conta viajar com o próprio carro) - R$ 4000,00
  • Multas (sendo bonzinho) - R$500,00
  • Manutenção (troca de óleo e reparos) - R$ 1000,00
  • Depreciação ( 8% em média para carro usado e 10% para 0 Km) - R$ 1600,00

Os gastos totais deram R$ 10178,00. Isso pode variar um pouco é claro. Entretanto, repare que a dura realidade se mantém. Vamos gastar meio carro por ano para manter o nosso. Isso não muda caso o carro seja zero quilometro. Se por um lado economizarmos com manutenção, por outro pagaremos IPVA mais caro.

Caso optemos pelo taxi, vamos fazer outra conta. Se gastarmos R$ 20,00 reais por dia com taxi, considerando os dias úteis: 20 x 22 dias úteis por mês = R$ 440,00. Considerando todos os meses: R$ 440,00 x 12 = R$ 5200,00.

Ou seja, gastamos 50% menos do que gastaríamos com carro! Isso levando em consideração dias úteis!

Com a diferença, da pra fazer uma bela poupança!

Nós sabemos que no Brasil o transporte público é muito ruim. Se você vive em cidades com boa oferta de taxi, como a capital, eu não compraria carro. Como em cidades de médio porte, não temos essa oferta, eu compraria. Cada um sabe de sua situação, apenas queria mostrar bem os gastos envolvidos antes de você tomar qualquer decisão.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O fantasma do longo prazo

"No longo prazo estaremos todos mortos."
Warren Buffet

O mercado de ações é investimento de longo prazo. Qualquer novato que entra neste mercado sabe disso. Mas uma grande pergunta que ninguém responde é: até quando esperar? O que é longo prazo? Por acaso são 3 anos? Ou 10 anos? 1 ano? Será que você tem todo esse tempo?

O AZ(Axiomas de Zurique) nos ensina a fugir do longo prazo. O que significa que ninguém pode ver seu investimento perder 20% e continuar parado com a desculpa que "no longo prazo recupera...". Deve-se agir com rapidez, pois segundo o AZ, o único objetivo de longo prazo é o de ficar rico. É lógico que nesse mercado como eu qualquer outro é necessário um pouco de paciência, mas devemos ter uma tolerância a perdas e reconhecer que erramos. Da mesma forma, quando acertamos, precisamos controlar a ganância.

São dois sentimentos difícies de domar: orgulho e ganância.

Quem consegue domar estes leões no mercado, não se preocupa com o longo prazo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quebrando paradigmas

"Não tente dobrar a colher, não será possível...veja apenas a verdade.
"Qual verdade?"
"Não há colher."
Conversa entre Neo e uma criança em Matrix

"Alguém que faz as mesmas coisas e espera resultados diferentes, é minha definição de louco."
Albert Einstein

Veja a Suiça. Um país pequeno, sem recursos naturais. Não tem petróleo, carvão ou qualquer fonte energética. Sua terra não presta nem para agricultura. Uma terra tão inútil, que nas últimas guerras mundiais ninguém se propôs a invadí-la. Então porque os suiços estão entre as pessoas mais ricas do mundo?

Fiz um resumo do primeiro parágrafo do livro Axiomas de Zurique. Eu aposto que você nunca tinha se perguntado isso. Pois é desta forma que o livro começa quebrando paradigmas. O livro é uma coletânea de axiomas(afirmações que você toma como verdade) de banqueiros suiços para orientar seus investimentos. Para responder a pergunta do primeiro parágrafo o livro lista os seguintes axiomas:

PRIMEIRO GRANDE AXIOMA: DO RISCO
Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.
- Primeiro Axioma menor: Só aposte o que valer a pena.
- Segundo Axioma menor: Resista à tentação das diversificações.

SEGUNDO GRANDE AXIOMA: DA GANÂNCIA
Realize o lucro sempre cedo demais.
- Terceiro axioma menor: Entre no negócio sabendo quanto quer ganhar. Quando chegar lá, caia fora.

TERCEIRO GRANDE AXIOMA: DA ESPERANÇA
Quando o barco começar a afundar, não reze. Abandone-o.
- Quarto axioma menor: Aceite as pequenas perdas com um sorriso, como fatos da vida. Conte incorrer em várias,
enquanto espera um grande ganho.

QUARTO GRANDE AXIOMA: DAS PREVISÕES
O comportamento do ser humano não é previsível. Desconfie de quem afirmar que conhece uma nesga que seja do futuro.

QUINTO GRANDE AXIOMA: DOS PADRÕES
Até começar a aparecer ordem, o caos não é perigoso.

SEXTO GRANDE AXIOMA: DA MOBILIDADE
Evite lançar raízes. Elas tolhem seus movimentos.

SÉTIMO GRANDE AXIOMA: DA INTUIÇÃO
Só se pode confiar num palpite que possa ser explicado.

OITAVO GRANDE AXIOMA: DA RELIGIÃO E DO OCULTISMO
É improvável que entre os desígnios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico.

NONO GRANDE AXIOMA: DO OTIMISMO E DO PESSIMISMO
Otimismo significa esperar o melhor, mas confiança significa saber como se lidará com o pior. Jamais faça uma jogada por otimismo apenas.

DÉCIMO GRANDE AXIOMA: DO CONSENSO
Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada.
Jamais embarque nas especulações da moda. Com freqüência, a melhor hora de se comprar alguma coisa é quando ninguém a quer.

DÉCIMO PRIMEIRO GRANDE AXIOMA: DA TEIMOSIA
Se não deu certo da primeira vez, esqueça.

DÉCIMO SEGUNDO GRANDE AXIOMA: DO PLANEJAMENTO
Planejamentos a longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito a sério os seus planos a longo prazo, nem os de quem quer que seja.

Mesmo munido de sua nova visão, Neo tentou entortar a colher da forma que havia aprendido que era possível. Embora conhecedor da verdade, precisava quebrar esse paradigma, ou seja, aprender algo novo. Logo uma criança...as crianças também tem muito a ensinar...

O mundo das finanças está cheio desses paradigmas. Alguns dizem: "...o mercado de ações é muito arriscado", ou "...preciso investir meu dinheiro colocando na poupança...além do mais é seguro". Se Neo colocasse a colher na poupança, obteria a mesma colher daqui a 20 anos..., ou se ele vivesse na era Collor, estaria tentando obter sua colher na justiça.

Não é meu objetivo explicar cada um desses axiomas, para isto existe o livro. Quem quiser o livro, eu tenho o pdf, basta me mandar uma mensagem com seu e-mail que eu envio.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Porque nossos olhos doem?

"Porque meus olhos doem?
-Porque você nunca os usou..."
Conversa entre Neo e Morfeu em Matrix

"Não posso voltar, não é?
-Mas se pudesse, você voltaria?"
Conversa entre Neo e Morfeu em Matrix

"Eu apenas mostro a porta. É você que deve entrar."
Conversa entre Neo e Morfeu em Matrix

Matrix é o filme mais espetacular da década de 90. A forma como religião e filosofia são conduzidas através da ficção científica é fantástica. Esta pelo menos é minha opinião. A primeira frase para mim é a frase mais emblemática do filme. Ela remete diretamente à alegoria da caverna de Platão. Nesta história, três pessoas nasceram e cresceram dentro de uma caverna e a única visão que tinham do mundo exterior eram as sombras das pessoas que passavam pela entrada da caverna. Um belo dia, um deles consegue se libertar e anda em direção às sombras. Ao sair, o homem recém liberto "enxerga" uma nova realidade. Cheio do fascínio da descoberta, ele corre em direção aos outros para "libertá-los" e contar a eles as boas-novas. Os outros dois homens, ainda presos pelas correntes, o tem por louco. Esta história pode ter dois finais: os presos matam o homem liberto com medo da contaminação daquela loucura, ou convencem o homem a "retornar à Matrix".

Neste contexto, me lembro também do Evangelho. Quando Jesus diz: "-Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres..." e em outra passagem quando diz: "-Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."

Todos estes textos mostram algo claro: mudança de visão. Ninguém vai conseguir deixar de praticar aquilo que praticava antes se não mudar radicalmente sua visão, ou seja, "nascer de novo".

O que tudo isso tem a ver com finanças, já que é esse o assunto que abordarei aqui?

Comecei a estudar sobre o assunto com o único propósito de gerenciar melhor meu dinheiro. Foi um mergulho muito interessante em vários assuntos como: tesouro direto, mercado de ações, mercado de opções, commodities, CDBs..., uma infinidade de termos e palavras.
O que eu não esperava no meio desse estudo, era encontrar um dos livros mais espetaculares que já li. Não apenas sobre o assunto, mas um livro que de tão profundo, "mudou minha visão" sobre a forma como encaramos a vida. Portanto, antes de começar a falar sobre estes vários tópicos, é importante mudarmos nossa visão sobre o assunto. O nome do livro é: Axiomas de Zurique.

Meu objetivo com os estes posts é apenas mostrar a porta.

No próximo post vou comentar um pouco sobre o livro.