"Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo."
Mt 13.44
Apesar do peso dos impostos em nossos ombros, o governo se endivida. A taxa de juros, entre outras variáveis, depende desse nível de endividadamento. Quanto mais endividado, menor a chance de o governo pagar e consequentemente maior a taxa de juros. Os titulos da divida podem ser adquiridos por qualquer pessoa física, através de uma corretora ou banco. A taxa de administração é muito baixa e algumas instituições nem cobram!
Existem várias modalidades desses títulos, informações disponíveis em:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/index.asp
Basicamente, temos títulos com juros pré e pós-fixados. Por isso é importante acompanhar as perspectivas da economia antes da compra. Se a taxa Selic vier de um longo ciclo de alta, devemos comprar títulos pré-fixados, do contrário, pós-fixados. Atualmente, temos uma perspectiva de elevação em 1%, o que torna interessante pós-fixados.
Todo título possui uma data de vencimento, que é quando resgatamos o dinheiro. É possível resgatar antes? Sim. Toda quarta-feira o governo recompra alguns títulos, portanto existe uma certa liquidez nesse mercado. Podemos ainda revender nossos títulos a terceiros desde que exista interesse no mercado pelos nossos títulos. Um exemplo. Se tivermos títulos pré-fixados a uma taxa de 14% ao ano, e a taxa de juros estiver em queda sendo cotada a 12%, poderemos revender nosso título com ágio de aproximadamente 2%.
Os titulos possuem séries: LFT, LTN, NTN-B, etc. Maiores informações você encontra no site do tesouro, inclusive sobre a natureza pré e pós de cada título.