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Nascido em 1982, casado, pai do Victor Gabriel, cristão, analista de sistemas e um entusiasta da área financeira. Gosto de teologia e história.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O golpe na Venezuela

Um dos episódios mais obscuros da última década, o golpe na Venezuela em 2002, é desmascarado por dois cineastas estrangeiros que acompanhavam a agitação política na Venezuela. Embora eu não goste de Hugo Chavez, não podemos nos cegar para a verdade, pois quanto mais cegos estivermos, melhor será para sujeitos como Sergio Cabral , Lula ,enfim toda a elite podre deste país, subordinada a interesses estrangeiros.

O filme se chama "A revolução não será televisionada" dos cineastas: Kim Bartley e Donnacha O'Briain.

É só procurar pelo filme no YouTube, ele está quebrado em 10 partes. Depois comentem sobre o filme.

As Republiquetas de banana

fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao/honduras-repete-a-guatemala-55-anos-depois/

por Luiz Carlos Azenha

Se me fosse dada a opção de escolher o currículo de formação de novos jornalistas, eu optaria por colocá-los para estudar História.

Não dá para ver o golpe em Honduras fora de seu contexto econômico e histórico internacional.

Do ponto-de-vista da economia, a crise nos Estados Unidos teve um tremendo impacto em toda a América Central. Nos Estados Unidos os centro-americanos cumprem o papel de derrubar os salários locais. E ajudam a sustentar as economias de seus países de origem com as remessas de dólares.

Com a crise, as elites locais da América Central, atreladas a interesses estrangeiros, não querem fazer qualquer concessão. O principal produto desses países é a mão-de-obra barata: os homens imigram, as mulheres trabalham nas maquilas, empresas que montam produtos exportáveis para os Estados Unidos.

Fazer concessões aos movimentos sociais implica em ameaçar a vantagem competitiva que esses países podem oferecer aos investidores estrangeiros: o trabalho semi-escravo.
De repente, surge na equação um sujeito chamado Hugo Chávez. Com o dinheiro do petróleo, pode equilibrar esse jogo. Todos esses países são dependentes de importação de energia. Além de acesso a petróleo mais barato, através de Chávez os governos podem obter financiamento externo para projetos de infraestrutura e programas sociais.

Ou seja, é uma perspectiva de autonomia numa região que sempre foi quintal político e econômico dos Estados Unidos, o que vale também para o grande vizinho ao Norte, o México.

Portanto, Manuel Zelaya era um exemplo a ser combatido. Embora eleito por um partido de centro-direita, ameaçava romper o pacto das elites hondurenhas, assentado sobre a exploração da mão-de-obra local.

Zelaya, como vocês sabem, deu aumento de 65% no salário mínimo.
Quanto à conjuntura internacional, Honduras desempenha um papel importante como uma espécie de porta-aviões em terra para projetar o poder militar dos Estados Unidos na América Central.

Embora Zelaya não tenha falado em acabar com isso, as ideias dele representavam ameaça de médio prazo, especialmente num quadro em que a Venezuela se contrapõe abertamente aos Estados Unidos na América Central e no Caribe.
Engana-se quem acha que a transição do governo Bush para o governo Obama foi completa. Os neocons não deixaram o poder completamente nos Estados Unidos. Alguns deles são assessores de Hillary Clinton no Departamento de Estado. Outros lutam de dentro da burocracia estatal. E há a câmara de eco neocon nos institutos de estudos internacionais, revistas e jornais, que trava uma luta diária para influenciar a política externa. Eles são fortíssimos no Pentágono e na CIA.
Além de pregar a completa hegemonia política, econômica e militar dos Estados Unidos, os neocons agem em defesa de grandes interesses econômicos, os mesmos que sustentam seus institutos e publicações.

A História da América Central é a história da subordinação local a esses interesses.
Foi para combater a “ameaça comunista” que os Estados Unidos derrubaram o governo de Jacob Arbenz na Guatemala, em 1954, num período em que a United Fruit tinha o monopólio da produção de banana e era dona da maioria das terras; a subsidiária dela, International Railways of Central America (IRCA), controlava o transporte; e a Electric Bond and Share (EBS) controlava a produção e distribuição de energia.
“Vista no contexto da Guerra Fria, a intervenção dos Estados Unidos na Guatemala foi a primeira expressão na América Latina de uma política desenvolvida inicialmente na Grécia. No período depois da Segunda Guerra Mundial, o capital dos Estados Unidos estava se expandindo mundialmente em uma escala sem precedentes. Movimentos de trabalhadores nos Estados Unidos e no estrangeiro (especialmente os abertos às ideias comunistas) eram vistos como ameaça a essa expansão e portanto tinham que ser colocados sob controle. No estrangeiro, a intervenção de 1947 na Grécia foi o precedente. Os Estados Unidos jogaram centenas de milhões de dólares na Grécia para esmagar uma revolta revolucionária militarmente. A Doutrina Truman deu a justificativa, ao dizer que os Estados Unidos precisam ‘apoiar povos livres que estão resistindo à subjugação por minorias armadas’. A Guatemala foi a primeira aplicação dessa lógica na América Latina (vista também na derrubada do governo nacionalista de Mossadegh no Irã). Nesse contexto, os Estados Unidos fizeram um teste na Guatemala de um modelo para reverter revoluções sociais na América Latina clandestinamente, sem mandar os fuzileiros navais. Muitos aspectos desse modelo foram aplicados na invasão da baía dos Porcos (Cuba) e em operações clandestinas subsequentes, inclusive na guerra dos contra nos anos 80 contra a Nicarágua”. (Do livro The Battle for Guatemala, de Susanne Jones).

Hoje, os grandes interesses econômicos que colocam Barack Obama na parede representam o capital multinacional que prega a “flexibilização” do trabalho, o desmanche do estado, a criminalização dos movimentos sociais reinvindicatórios, o estado da segurança nacional, a guerra permanente e o acesso desimpedido às matérias primas.
A grande ameaça a esses interesses é o voto popular. A grande arma deles é a mídia. O golpe em Honduras resultou de uma conjuntura política interna, mas dentro de um contexto econômico e político internacional. É o neogolpe. A repetição da História, agora como farsa, na qual o antichavismo faz o papel do anticomunismo, para despistar os verdadeiros objetivos: garantir a completa subordinação da mão-de-obra. É a parte que nos cabe nesse latifúndio.

Quem é Roberto Micheletti Baín? A verdade em Honduras.

Nasceu em 1948 na cidade de El Progreso, estado de Yoro. Foi soldado da guarda de honra presidencial do ex-presidente Ramón Villeda Morales no princípios de 60. É deputado do Partido Liberal de Honduras por seu estado natal. Exerce este cargo por mais de 30 anos. Este é já seu oitavo período dentro do Poder Legislativo. Empresário do transporte, assumiu como Presidente do Congresso Nacional em 27 de janeiro de 2006.

É conhecido por formar parte do setor mais conservador de seu partido, o qual está ligado ao círculo de poder que dirige o ex-presidente Carlos Flores Facussé.

Acumulou muito desgaste entre os liberais mais tradicionais e a população em geral ao opor-se ao “Movimento pela Dignidade e a Justiça” que foi encabeçado pelos fiscais do Ministério Público que buscavam mostrar os grandes níveis de corrupção com o fim de reformar o trabalho daquela instituição.

Assim mesmo conseguiu impor-se como pré-candidato à presidência da república, ainda quando por lei foi estabelecido que nenhum Presidente do Congresso Nacional poderia postular-se para o máximo cargo do Poder Executivo. Com uma jogada política foi candidato violando a Constituição da República.

É claro que as situações mencionadas mais seu conhecido autoritarismo, sede de poder e ignorância afetaram profundamente sua campanha eleitoral nas eleições internas (primarias) para a presidência da república pelo partido liberal no final de 2008. Perdeu as eleições por uma diferencia significativa frente aos outros candidatos de seu partido.

Recentemente foi eleito como presidente do Partido Liberal em meio a uma convenção na qual foi recusado pelos seus mesmos convencionais por não contar com o apoio da maioria para a assunção deste cargo.

HOJE, EM MEIO A UM ATO CIRCENSE ESTE VERGONHOSO CONGRESSO NACIONAL O NOMEOU PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE HONDURAS, A TODAS LUZES VIOLANDO O ESTADO DE DIREITO E A MESMA CARTA MAGNA QUE DEFENDEM FALSAMENTE NESTE ÚLTIMO PERÍODO.

Pérolas do ENEM 2009

Já que estamos em ano eleitoral, não custa lembrar aos nossos candidatos o nível geral da nossa educação. Não importa a qualidade do ensino, desde que as crianças estejam na escola. Aprender é um detalhe mínimo no Brasil. Para descontrair e chorar!

O tema da redação do Enem 2009 foi Aquecimento Global, e como acontece todo ano, não faltaram preciosidades. Lá vão:

1) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta." (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)

2) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (boa)

3) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta." (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)

4) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (e na velocidade 5!)

5) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)

6) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (pleonasmo é a lei)

7) "Espero que o desmatamento seja instinto." (selvagem)

8) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (o verdadeiro milagre da vida)

9) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (também fiquei emocionado com essa)

10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)

12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)

13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)

14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)

15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)

16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (o quê?)

18) "Paremos e reflitemos." (beleza)

19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) "Retirada claudestina de árvores." (caráulio)

21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana)

22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)

23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas sem coração." (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras)

25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "maior enchedor de lingüiça")

26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)

27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio da matemática)

28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes." (red bull neles - dizem as árvores)

29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório" (ótima)

30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (subinnnnnndo!)

31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (deve ser a globalização)

32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (gzus)

33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)

34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh good!)

35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?"

Começando a pensar...

A partir de hoje comentarei assuntos do dia a dia ou outros que eu julgar pertinentes, para um maior aprofundamento da verdade. Duvidar de tudo o que é dito nos outros meios de comunicação(o que é bem fácil) e escancarar a verdade por trás dos fatos.